Parece estranho que um museu mantenha montes de gatos em suas instalações, afinal os bichanos são conhecidos por gostar de afiar as garras onde não devem. No entanto, o Museu Hermitage os considera guardiões preciosos, já que mantém os ratos distantes e são, portanto, tratados com todo o cuidado.
O museu tem um Dia Anual do Gato do Hermitage para honrá-los e encomendou do artista Eldar Zakirov seis retratos para publicar na revista. As obras foram criadas digitalmente, mas seguem o estilo holandês de retratos e mostram cada gato em uma roupa diferente.
O vestuário foi selecionado por um curador do museu que possui uma vasta coleção de roupas e acessórios da era czarista e cada gato foi representado como um servidor da corte imperial russa da época.
O Hermitage é o único museu no mundo a manter a tradição de ter gatos como "empregados", de acordo com Zorina Myskova, editora da revista.
Lindo vídeo do unitedphotopress.com que vi através do 2Salgueiros. É um documentário, curta-metragem, com 20 minutos contando a história de fotógrafos de romaria do interior nordestino e mostrando técnicas e equipamentos por vezes esquecidos neste nosso mundo digital. O lado dos retradados também é mostrado, com a emoção das pessoas ao receber o registro de um momento que é importante para elas.
Aproveitando que a Marcha das Vadias aconteceu faz pouco tempo e falou, dentre outras coisas, da liberdade para o corpo da mulher, vou mostrar uma fotógrafa que fez autorretratos sensuais de si mesma. Ela trabalha com retratos sensuais e acredita que “a mulher é um ser livre na imagem”. Ainda que ela mencione essa liberdade e que seu ensaio fale de estar bem com o próprio corpo, há um detalhe na entrevista que chama a atenção: Luciana menciona que teve que cortar os cabelos para ser levada à sério em sua cidade e indaga se a repórter consegue ser respeitada com cabelos longos.
A entrevista, bem como as fotografias, foram concedidas à Revista Trip e você pode conferi-las aqui. Luciana se fechou em um quarto da casa da avó de um amiga, uma senhora japonesa que levava chá para ela nos intervalos das fotos. O trabalho ficou lindo e muito delicado.
Um ensaio sensual é único de mulher para mulher, porque é realizado em locais onde ela se sinta à vontade e mostra muito da personalidade de cada uma e cada uma se mostra de um jeito, independente se as fotos são exclusivamente para elas ou para dar de presente.
Não sei quanto a vocês, mas para mim faz todo o sentido misturar paixões novas e as já estabelecidas. Por isso, enquanto perambulava pelo site Hooping.org e via alguns posts e observava os bambolês de LED, não conseguia parar de pensar: "não é possível que ninguém nunca tenha fotografado isso".
E, ainda bem, várias pessoas o fizeram. O bambolê é algo visualmente muito bonito, não apenas pelos movimentos, mas pelas cores e pelas novas tecnologias que permitem que os aros tenham luz e permaneçam leves. Há também o desenvolvimento do Hoopdancing, que é a dança com bambolê, e fusões com vários estilos, como a Hoop Belly Dance Fusion, que é o uso do bambolê na dança do ventre.
Então, para nos inspirar nesta segunda-feira, separei algumas fotografias de bambolê e Hoopdancing que chamaram a minha atenção.
Abaixo, algumas imagens de bambolê com fogo. Não façam isso em casa nem em qualquer outro lugar, na verdade. Pode ser perigoso para você. Veja trabalhos meus envolvendo fogo aqui.
A febre do bambolê ainda não tomou conta da nossa cidade, mas está crescendo em São Paulo e no Rio de Janeiro. Espero ver mais bamboleantes por aqui em breve (e fotografá-los também).
Deixo um videozinho para vocês se divertirem e desejo uma ótima semana!
Auto-retrato de Walker Evans. O fotógrafo americano ficou famoso pelos seus retratos realizados durante a Grande Depressão, período em q...
O fotógrafo americano ficou famoso pelos seus retratos realizados durante a Grande Depressão, período em que trabalhou para a Farm Security Administration e Resettlement Administration, que eram agências federais criadas para documentar e realocar famílias em dificuldades durante a Depressão.
Evans era escritor e leitor ávido, tanto que, mais tarde em sua carreira trabalhou como escritor na revista Times e editor na Fortune. Também deu aulas de fotografia na universidade de Yale.
Seu trabalho como retratista não se restringiu à fotos das famílias rurais no período da Grande Depressão. Também foi fotógrafo de arquitetura e possui uma série de fotografias de igrejas rurais. Em Nova York, ele começou a tirar fotos espontâneas de pessoas no metrô, pois queria mostrá-las “sem véus”. Acreditada que "no metrô os rostos se acham expostos e indefesos". Essas fotos foram feitas de forma escondida não apenas para que os fotografados não o vissem: naquela época era proibido fotografar no metrô sem autorização prévia. O ensaio deu origem ao livro Many Are Called, de 1966.
Seus trabalhos hoje fazem parte de acervos permanentes de museus como Metropolitan Museum of Art e George Eastman House. Devemos isso à admiração que o fotógrafo-escritor tinha por James Joice. A admiração era tanta que o impedia de escrever: “Ele [Joice] era meu deus. Isso, também, me impediu de continuar escrevendo. Eu queria escrever daquele jeito ou não escrever mais.”
Veja algumas fotografias de Walker Evans:
Frame House.
County seat at Hale County.
Drish House.
Prayer Meeting House.
Roadside stand near Birmingham, Alabama
Allie Mae Burroughs, wife of cotton sharecropper. Hale County, Alabama.
Lucille Burroughs, daughter of a cotton sharecropper. Hale County, Alabama
Tilt-shift é o nome de uma ténica fotográfica que faz com que as coisas pareçam brinquedos, miniaturas ou maquetes. Inicialmente só podiam ser feitas com lentes especiais (daí o nome), que custam muito caro. Com o advento do Photoshop, a coisa mudou e é possível criar este efeito a partir da edição digital das imagens.
Editei uma foto minha para que parecesse com a técnica do tilt-shift.
De onde veio o nome?
O nome da técnida deriva do nome da lente, que vem do movimento que ela faz para conseguir o efeito. Tilt é o movimento de inclinação para mudar o plano de focagem sem mexer a câmera. O shift é um movimento paralelo em relação ao plano, usado para ajustar o objeto na área da imagem.
Na primeira imagem, o movimento de tilt (Motorrad-67). Na segunda, o movimento de shift (Motorrad-67).
Como o efeito é gerado?
O efeito de miniaturização é gerado pelo desfoque característico causado na imagem, tanto pelo movimento da lente quanto pela pós-produção no digital.
Veja alguns exemplos legais de fotos com tilt-shift, tiradas do Creative Photography Magazine:
Ansel Adams and camera, retrato por J. Malcolm Greany
Ansel Adams é famoso principalmente por suas fotografias de paisagem feitas em preto-e-branco. Juntamente com Fred Archer, ele desenvolveu o Sistema de Zonas para determinar a exposição ideal de um filme fotográfico e seu processamento, algo que se tornou importante para todo tipo de fotografia, inclusive a digital.
Filho único, Adams viajava frequentemente para o Parque Nacional de Yosemite com os pais e, na viagem de 1916, registra o parque pela primeira vez, com a câmera que ganhara de presente, uma Kodak Nº 1 Box Brownie. O fotógrafo voltou ao parque anualmente até o fim de sua vida, em 1984.
Em 1932 fundou o Grupo f/64, juntamente com Edward Weston, Willard Van Dyke e Imogen Cunningham, que defendia uma imagem nítida, com máxima profundidade de campo e impressão em papel fotográfico com pouco brilho.
Curiosidade: Ansel Adams era um musicista talentoso, aprendeu a tocar piano sozinho aos 12 anos e vivia disso, até que arranjou um mecenas rico, Albert Bender, que permitiu que ele vivesse da fotografia e possibilitou que Adams explorasse e desenvolvesse técnicas utilizadas até hoje não apenas na fotografia de paisagem.
Veja algumas fotos de Ansel Adams:
Taos Pueblo, no Novo México.
Monolith, the Face of Half Dome, Parque Nacional de Yosemite. Esta foi a foto que chamou a atenção do público para o talento de Adams.
The Tetons and the Snake River, Wyoming.
"Não importa quão sofisticado você seja, uma grande montanha de granito não pode ser ignorada - ela fala em silêncio ao âmago do seu ser." - Ansel Adams (wikiquote)
Preparar uma mala, dormir mal pensando no horário que o avião ou ônibus sai, pegar o meio de transporte, aguentar a ansiedade para chegar no lugar, seja ali na fronteira da cidade ou com um oceano separando você do seu destino.
Quando viajamos, entramos em um clima diferente, um humor diferente e enxergamos as coisas diferentes também. Porque não pertencemos àquele lugar e ficamos mais atentos às diferenças. Viajar é uma oportunidade de aprendizado, crescimento e de ver coisas fantásticas, que apreendemos com maior avidez do que as coisas fantásticas na nossa própria morada.
Afinal, o cenário do nosso cotidiano está ali sempre. O cenário da viagem, não. Nem as pessoas. Nem aquela luz diferente (já notou como a luz é diferente em certos lugares?). E prestamos mais atenção pelo simples fato de que não saberemos se veremos tudo aquilo novamente.
O site Hypeness publicou uma seleção do Where Cool Things Happen com fotografias de 23 lugares fabulosos e reais. Espero ver alguns deles algum dia. Veja a minha seleção da seleção deles:
1. Deixe a câmera de lado. Conheça a pessoa que você está fotografando. Converse com ela, saiba quais são os hobbies, o que ela gosta de fazer...
2. Seja preciso. Geralmente você não tem um modelo profissional posando e sim uma pessoa comum, que não está muito acostumada a esse tipo de foto. Então seja específico ao indicar o que quer dela.
3. A arte da distração. Tenha algo à mão para deixar o seu modelo mais confortável. Como um brinquedo, no caso de crianças. Ou faça poses diferentes, "malucas" e relaxantes, como pedir para a pessoa pular. Philippe Halsman, um grande fotógrafo da Magnum, pedia para as pessoas pularem para ele. Halsman fez fotos de gente como Marilyn Monroe, Salvador Dali e Grace Kelly pulando. O trabalho é muito legal, um dia falo dele aqui.
4. Direita ou esquerda? A não ser que o modelo esteja de costas para você, sua direita é a esquerda dele e vice-versa. O trabalho é tornar a vida dele mais fácil, né? Então use algum indicativo como "sua esquerda" ou simplesmente use as mãos e aponte dizendo "para este lado" ou "aquele lado".
Para atrair a atenção do bebê, use um brinquedo que chame a atenção ou posicione o pai/mãe ao seu lado ou atrás da câmera.
5. Confiança. É importante que a pessoa confie em você e saiba que está saindo bem na foto, então use as palavras para indicar isso e deixe-a ver as imagens no visor, de vez em quando.
6. Rir é o melhor remédio. Você passa o dia todo no 9Gag se deixarem que eu sei! Então repertório para interagir com o cliente você tem. Deixe-o à vontade, faça uma brincadeira, um comentário engraçado, provoque uma risada. Mas mantenha o tom profissional, afinal, por mais divertido que seja, você está ali a trabalho.
Era para ser 6 dicas, mas vale um bônus: se você está tendo um bom momento, seu cliente provavelmente também está. Então, para que ele fique tranquilo, relaxe você também.
Faz um tempinho que o Igor Suassuna, amigo e colega de fotografia, me mandou o link para um texto do site Inovarte. Nele, está o vídeo do fotógrafo Joe Edelman mostrando que sim, um ovo pode ajudar a melhorar suas imagens!
Por causa do formato, dá para ter noção de como seria a incidência de luz em um rosto humano e passar a utilizar esse elemento para transmitir efeitos e sensações. Duvida? Então veja o vídeo (em inglês):
Fui chamada por uma amiga para fazer umas fotos dela em um parque/zoológico aqui de João Pessoa. O local é muito arborizado e, por isso mesm...
Fui chamada por uma amiga para fazer umas fotos dela em um parque/zoológico aqui de João Pessoa. O local é muito arborizado e, por isso mesmo, escuro. Pedi umas dicas para meu professor de fotografia e ele sugeriu que eu levasse um amigo extra e um rebatedor de luz, assim eu poderia aproveitar melhor a luminosidade.
Foto de John Freeman (1)
Rebatedor é um troço caro no Brasil. Não vi nenhum nas lojas que custasse menos do que R$ 100. Não olhei em muitas lojas estrangeiras, apenas em uma, chinesa, que me apresentou preços bem mais agradáveis, em torno de U$ 15. Ou seja, é mais uma coisa que vale a pena comprar lá fora e não aqui (como quase tudo).
Claro, olhei só por olhar. Na própria aula o professor me deu uma dica: compre uma ou duas folhas de isopor e cubra um dos lados dela com papel laminado. Assim, eu tenho um lado branco, para uma luz mais suave, e outro prateado, para uma luz mais dura. Comprei uma folha de isopor, uma folha de papel laminado prateado e uma de papel laminado dourado, assim terei uma luz mais quente também. Não gastei nem R$ 6.
Encontrei um post do tipo "faça você mesmo" ensinando como fazer um rebatedor de tecido mais resistente e profissional. Vale a pena dar uma olhada:
Material:
- 2 armações de metal (é o negócio que usamos no carro para filtrar o sol, é um tela com uma armação. Deve-se comprar o grande, o que se coloca no vidro traseiro). Este objeto é "retangular" porém ao recortarmos o tecido verificamos que o
mesmo é circular: R$ 20,00
- 2 metros de algodão. (deve-se usar um tecido opaco para gerar menos reflexo): R$ 5,60 +/-
- 1 metro de tecido Lorex prata: R$7,30 +/-
- 1 metro de tecido Lorex dourado: R$7,30 +/-
- 6 metros de fita para o acabamento (3 cm de largura): R$ 4,60 +/-
- Mão de obra da costureira: R$ 20,00
A ideia é do Cesar Carvalho e o texto inteiro pode ser lido no DigiForum. Os preços dos materiais variam de cidade para cidade. Ele gastou cerca de R$ 64 para ter dois rebatedores.
(1) O fotógrafo John Freeman mostra os efeitos de uma foto sem rebatedor (esquerda no detalhe acima) e com (direita no detalhe acima) neste post do What Digital Camera.
Oi, eu sou Fernanda, a fotógrafa responsável pelo Por Um Clique. Aqui você encontrará alguns dos meus trabalhos, dicas de fotografia e alguns tutoriais. Sinta-se a vontade para conversar comigo através do e-mail fotografia@fernandaeggers.com
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