O termo Exif vem de "Exchangeable image file format" e são dados que acompanham arquivos de imagem e vídeo, contendo diversas informações. Já mostrei os dados Exif de uma foto no post da semana passada, que explico como encontrar a localização das fotos.
Mas os dados vão muito além, como é possível notar pela quantidade de detalhes que acompanham. Veja a captura de tela abaixo:
Os dados Exif mostram não apenas onde (caso o GPS esteja ativo) e quando uma foto foi tirada, mas também em quais condições: qual a velocidade do obturador e abertura do diafragma; que tipo de câmera e lente foi usada; se o flash disparou e qual o valor do ISO...
Mas para que eu quero tanta informação?
1. Organização
Se você é capaz de saber onde as fotos foram tiradas, pode organizar por cidade ou estado. Pode também ordená-las por data. Um programa como o Lightroom te permite uma organização avançada das suas imagens, através de tags e coleções.
2. Experimentação
Já pensou se você fez 10 fotos de um mesmo objeto e gostou de uma, mas não sabe como repetir aquele resultado?
Com os dados Exif, é possível extrair toda a informação que você precisa. Sua foto preferida daquele conjunto foi feita utilizando parâmetros específicos, em um horário determinado, com ou sem flash. Caso o flash forneça informações, também é possível saber quais as configurações dele e você pode repetir o mesmo efeito em outras fotos que irão compor o mesmo conjunto.
3. Aprendizado
Em sites como Flickr e 500px, você poderá observar os dados Exif das fotos que gostou e saber em quais condições elas foram tiradas. Assim, pode utilizar essas informações para tentar repetir o efeito nas suas próprias fotografias.
Aqui, temos uma foto realizada com um celular, em uma tarde clara de dezembro de 2015, nas imediações de Tambaú. Abaixo, vemos que foi utilizada uma velocidade muito rápida para o obturador e um ISO para baixa sensibilidade, por conta das condições de luz.
Quais câmeras mostram o Exif?
Todas as câmeras digitais. As fotos deste post foram realizadas com celular e não houve controle manual das definições de obturador, ISO e diafragma, porque o aparelho não permitia. Mesmo assim, pude acessar todas as informações de cada uma das fotos.
Nesta foto há mais detalhes das configurações utilizadas, além da localização.
Para realizar esta silhueta de João Pessoa, a partir do Bairro dos Estados, foi necessária uma velocidade mais lenta e um ISO mais sensível. Uma velocidade rápida, como das outras fotos, ou um ISO muito baixo teriam rendido uma foto subexposta (ou mesmo foto nenhuma).
Esta é a foto que abre este post. Mesmo sendo um dia nublado, João Pessoa recebe muito sol, por conta de sua localização. A foto foi realizada com uma velocidade muito rápida e ISO de baixa sensibilidade.
Veja outras fotos com celular neste álbum do Flickr, que exibe os dados Exif de forma resumida e expandida: https://flic.kr/s/aHskAz7k8q
No 500px, há fotos que fiz com diversas câmeras diferentes, em diferentes condições. Veja no meu perfil: https://500px.com/fernandaeggers
Esta foto foi feita em condições de baixa luz, mas como eu estava utilizando um flash, pude usar um ISO relativamente baixo. Clique para acessá-la no 500px e ver alguns de seus dados. Este ensaio de Isabela já foi publicado aqui.
Todas as fotos que tiramos possuem uma série de metadados que as identificam e as fazem ser únicas. Estes dados são chamados de Exif e u...
Todas as fotos que tiramos possuem uma série de metadados que as identificam e as fazem ser únicas. Estes dados são chamados de Exif e uma das informações que pode conter é a localização das fotos.
Nem todas as câmeras digitais trazem o recurso de GPS, mas a grande maioria dos celulares, sim. Uma vez que o recurso esteja ativo, é possível ter as coordenadas exatas do local onde a foto foi tirada.
Uma das formas de encontrar a localização das fotos é através de sites, aplicativos ou do visualizador de propriedades da foto no seu computador.
No computador, aparecerão as coordenadas de latitude e longitude, que você pode jogar na pesquisa e encontrar o local. Num site, como o Pic2Map (que não está me pagando nada, eu simplesmente gosto dele), a foto já será posicionada num mapa, com informações como endereço, nome da cidade e país.
Existem muitos, muitos motivos para se querer fazer uma selfie. Na verdade, o melhor deles, na minha opinião, é o “porque eu quis”. ;) Sou fã de selfies e o fazer autorretratos é mais antigo que a própria fotografia. No entanto, já que vamos mostrar estas fotos para o mundo segundos após serem clicadas, o ideal é que saiam bonitas.
Bastão de Selfie (selfie stick)
Por que é legal? Porque permite que você tire uma foto com uma certa distância. Não é todo mundo que tem braços longos e o efeito do celular próximo demais do rosto nem sempre é legal, já que muitas vezes deixa o rosto maior. Ao afastar a lente, também passa a existir a possibilidade de enquadrar o local em que você está. Perfeito para uma viagem, por exemplo! Ou para mostrar a paisagem bonita da sua cidade, a praia que você está curtindo porque teve folga em plena quarta-feira e quer ostentar pros colegas que estão no escritório. A reunião com família, amigos queridos, o mais novo parceiro de negócios, os clientes divertidos… Como já disse, o motivo para a selfie é todo seu e, ao afastar o celular, cabe mais coisas. Cabe gente, cabe paisagem, cabe cenário, cabe aquele grafitte legal no muro, e deforma menos os sujeitos da foto. Como fazer? Depende muito do bastão que você compra e do seu celular. Alguns possuem disparadores remotos, outros se conectam ao celular pela entrada do fone de ouvido (alerta: a maior parte destes não funciona com celulares Motorola) e uns ainda que usam tecnologia Bluetooth e possuem disparadores no cabo.
Fone de ouvido
Por que é legal? Muitos celulares aceitam seus fones de ouvido originais como disparadores. Já testei no Moto G (1G e 2G), então presumo que outros da Motorola também tenham esta funcionalidade, e no iPhone 4G, portanto imagino que os mais novos também tenham a funcionalidade. Então você não precisa comprar mais nada, todo o material veio na caixa do seu celular! Como fazer? Plugue o fone no celular, abra o app da câmera, apoie o celular em um local que enquadre seu cenário, afaste-se numa distância que dê para apertar o botão do fone e… aperte o botão do fone. O lado ruim é que sua distância está limitada ao tamanho do cabo do seu fone de ouvido e à distância que você consegue segurar o botão. Em comparação com o bastão, a mobilidade é pouca. Dá mais trabalho procurar um lugar legal para apoiar o celular.
Aplicativos
Por que é legal? Oras! De que vale um smartphone se não podemos enchê-los de aplicativos? Tanto na iTunes quanto na Play Store é possível encontrar diversos aplicativos com a função temporizador. Então é só apoiar o celular apontando a câmera para o cenário, colocar o tempo que vai levar para o clique e aguardar. Como fazer? Neste caso, vou preparar um outro post com alguns aplicativos testados, assim você escolhe o que achar melhor. Uso um celular Android, então as dicas para iOS não serão testadas (a não ser que o app em questão tenha versão para ambos os sistemas operacionais).
Não acredita? É muito simples. Desafios te “obrigam” a tirar uma foto todo dia. Ou, ao menos, a fazer uma curadoria de alguma que se...
Não acredita? É muito simples. Desafios te “obrigam” a tirar uma foto todo dia. Ou, ao menos, a fazer uma curadoria de alguma que se enquadre no tema. Isso quer dizer que você tem que pensar a foto que está fazendo ou escolhendo. E adivinha? Isso é um ótimo exercício! Na verdade, é um exercício básico para a evolução da técnica.
Não existem apenas desafios de maquiagem (#30diasdebeleza) ou fitness (#30tododia). Tem também desafios temáticos. Um deles é o #5shotchallenge. São 5 fotos em dias consecutivos com um tema fixo. Normalmente, a cada dia se indica outra pessoa para participar e quem indica dá o tema. Se alguém quiser brincar, sinta-se desafiado! O tema é Meu Lugar Favorito.
Outro desafio ótimo é o #desafioprimeira, criado pela @luhtestoni, do Primeira Esquerda. Cada dia do mês tem um tema diferente e todo mês o perfil @desafioprimeiraoficial publica uma foto diferente. Este é o de fevereiro de 2015:
Abaixo, vou mostrar algumas das fotos que fiz para os desafios que participo/participei, começando pelo meu #5shotchallenge, que teve o tema Pela Cidade.
A photo posted by Fernanda Eggers (@fernandaeggers) on
E, apesar da qualidade baixa (a foto ficou granulada, por conta da pouca quantidade de luz, muito comum para smartphones não-tão-potentes), gosto muito da foto com que comecei o #30diasdebeleza:
Eu deveria ter começado com este texto, mas resolvi deixá-lo para o final, esperando despertar a sua curiosidade após ler tanto sobre megapixels.
Um pixel é o menor elemento em um dispositivo de exibição de imagens, ao qual é possível atribuir uma cor. Ou seja, ele é o menor ponto que forma uma imagem digital e o conjunto de milhares de pixels forma uma imagem inteira.
Na imagem digital, cada pixel é composto por um conjunto de 3 pontos: verde, vermelho e azul (o branco é interpretado como a união de todas essas cores e o preto, como a ausência de todas elas). Sendo que cada uma dessas cores possui diversas tonalidades. Os monitores são capazes de interpretar 256 tonalidades diferentes. Ao combinar todas essas tonalidades, é possível exibir cerca de 16 milhões de cores diferentes (você é capaz de nomear todas elas?).
O termo é uma abreviação de "picture element" ou elemento da imagem. Cada um deles guarda 8 bits de informação a respeito da imagem gerada. Por isso que, se ele for muito pequeno, a imagem não será exibida com qualidade em telas grandes.
Um dos motivos pelos quais se buscar um celular cujaa câmera tenha mais megapixels em seu sensor é que, normalmente, as imagens capturadas com eles não são muito nítidas. O número elevado de megapixels, então, aumenta a sensação de nitidez.
Mesmo assim, capturar imagens com uma quantidade imensa de megapixels não adianta muito se tudo o que a lente puder entregar para o sensor é uma imagem borrada. O sensor não consegue fazer mágica com aquilo que recebe.
Outra coisa que se percebe, principalmente em fotos com celular, é a quantidade de ruído nas imagens. Um dos causadores de ruído é a imprecisão na medida de cada pixel ao formar a imagem, o que gera alguns "grãos" na foto. Tem câmera (e celular) que possui função de redução de ruído. No entanto, ela pode acabar exterminando também alguns detalhes finos da fotografia, porque o computador não sabe diferenciar.
O que acontece se você mantiver o tamanho do sensor e dobrar a quantidade de megapixels?
Acontece que a quantidade de luz que cada megapixel vai ler cai pela metade, o que resulta em mais ruído. Quantidade não é documento se o tamanho do sensor for mantido.
Quantidade pode não ser documento, mas tamanho é.
Cada megapixel tem um número determinado de pixels. No entanto, o pixel muda de tamanho dependendo de onde é visualizado. Existe até a Pixel Size Calculator, que diz o tamanho do pixel em uma tela a sua escolha. A que utilizo usualmente, por exemplo, tem uma resolução de 1920x1080 e diagonal de 17". O tamanho do pixel dela é de 0.196 mm. Já um celular Moto G, que possui resolução de 1280x720 e diagonal de 4.5", possui um pixel de 0.077 mm. Ou seja: uma foto com as configurações mínimas para ficar nítida no celular pode ficar pixelada no monitor. Numa telona de cinema, seria bem difícil identificar o que há na imagem.
O colunista do TechTudo B. Piropo diz o seguinte em relação ao tamanho do pixel:
O texto dele é bem explicativo em relação a tamanho do pixel e tamanho da dela e sugiro a leitura.
Se você foi lá e voltou, entendeu que é possível que um sensor tenha megapixels cujos pixels são muito pequenos. Então, a câmera pode ter 41 Mp, mas se eles forem muito pequenos, a foto continuará com baixa qualidade ao ser transferida para telas maiores, cujos pixels também são maiores.
Um megapixel equivale a um milhão de pixels. Imagens digitais são formadas usando montes desses elementos pequenos e com aparência de "tijolinho". Quanto mais pixels houver numa imagem, maior é a sua resolução.
A resolução de uma imagem se relaciona principalmente com o tamanho da impressão e a quantidade de detalhes que terá quando vista em tamanho 100% num monitor.
A quantidade de megapixels, no entanto, é apenas um aspecto de qualidade de uma câmera ou da qualidade que a foto é capaz de produzir na impressão. Outros fatores de grande relevância são o sensor da câmera, o processador e a qualidade ótica da lente. Isso se aplica para todas as câmeras - inclusive as de celular.
Já quando falamos na impressão de uma imagem, temos que pensar em outros aspectos, que não estão relacionados com a câmera em si, como uma boa iluminação naquilo que estamos fotografando, exposição e foco corretos, claridade da imagem e seleção da melhor resolução e qualidade nas configurações da câmera.
Uma quantidade mínima de megapixels é importante na hora de imprimir, ampliar ou mesmo recortar digitalmente uma fotografia, mas não deve ser o único fator a ser considerado na hora de comprar uma câmera. Não adianta nada deixar o vendedor empurrar uma câmera de 50 megapixels se, por exemplo, o sensor da câmera for pequeno, o processador for lento e ela só consiga bater fotos boas e nítidas com um sol equatorial de meio-dia em um céu completamente azul (ou seja, MUITA luz). É muito importante conhecer e testar uma câmera ou celular antes de comprar.
Veja essa tabela com a quantidade mínima de megapixels e seus usos:
Então porque todas as lojas e propagandas falam de megapixel na hora de anunciar uma câmera?
Bom, de acordo com fotógrafos de vários blogs sobre o tema, isso foi pensado como uma estratégia de marketing para vender mais. Muitas vezes o único upgrade de uma versão nova é a quantidade de megapixels no sensor e isso não é motivo o suficiente para se desfazer do modelo antigo. Às vezes é melhor investirmos em lentes melhores ou em um equipamento que tenha um processador melhor.
Esta é a última parte da entrevista para Amanda Martins, do Portal R7. Na primeira, falei da minha experiência com a foneografia. Na segunda, publicada ontem, falei de alguns desafios que podem ser encontrados ao fotografar com o celular.
Neste post, ainda falo sobre alguns desafios e limitações e explico o que é HDR.
Retrato com HDR feito com celular. Queridinho de muitos, mas não é o ideal para todas as situações.
8- O que você indica para fotografar com o smartphone em ambientes de pouca luz? O flash costuma resolver este tipo de problema?
Para lugares mal iluminados, é necessário buscar fontes de luz. Seja abrir uma janela, ativar o flash ou trazer um abajur pra perto (ou ainda uma fonte de iluminação de LED específica para fotografar com smartphones). Isso porque a maior parte das câmeras não possui muitos recursos manuais. Não dá, por exemplo, para fazer o que fazemos em câmeras totalmente manuais, que diminuimos a velocidade do obturador ou aumentamos o ISO ou o diafragma. O flash embutido muitas vezes é ruim, então a foto exige uma edição posterior. Outros celulares possuem sensores que fazem a leitura daquela iluminação e apresentam um resultado mais satisfatório, com menos distorções de cor.
9- Por que as fotos costumam sair tremidas com o smartphone? Existe algum "truque" para evitar isso?
Às vezes, é porque quem está fotografando não possui a mão firme (rs!), mas geralmente é porque não há iluminação suficiente no local. O que o sistema da câmera faz, então, é aumentar o tempo de exposição da foto, para que entre mais luz. Isso faz com que a imagem leve mais tempo para ser registrada e, como é muito difícil ficarmos totalmente imóveis, resulta em tremidos e borrões. O flash é a alternativa mais prática para congelar a imagem, já que não há configuração manual. Outra opção é procurar ambientes mais iluminados. Convenhamos, não é sempre fácil em festas ou barzinhos.
10- Um dos problemas das câmeras dos smartphones é que eles têm uma limitação quanto ao foco. O que você indica quanto a isso?
Felizmente isso está mudando e muitas empresas já estão produzindo aparelhos em que é possível indicar onde você quer o foco. Vale a pena pagar um pouco mais caro e investir em um smartphone que dê essa opção. Do contrário, é realmente limitante, porque o celular é que "escolhe" onde ele acha que deve estar o foco (normalmente no canto mais claro ou mais iluminado) e é muito difícil "convencê-lo" de que não é isso que você quer. Para um caso desses, é buscar conhecer a distância em que a lente normalmente focaliza e tentar colocar o objeto ou pessoa no lugar mais iluminado.
11- Alguns smartphones hoje vêm com o recurso HDR. O que é isso e em que situações ele é indicado?
HDR é sigla para High Dynamic Range, que significa Alto Alcance Dinâmico. O que a função faz, basicamente, é registrar as diferentes quantidades de luz numa cena. A olho nu, conseguimos enxergar detalhes na cena, mesmo que uma parte esteja sombreada. Já a câmera, não. O sensor só enxerga luz e ausência de luz, então vai procurar ou subexpor a imagem (deixando-a mais escura e privilegiando a área que está bem iluminada) ou sobre-expor (deixando-a mais clara, privilegiando as partes escuras e "estourando" as mais iluminadas). O HDR pode ser usado para fotografar paisagens, pessoas, cenas de contraluz... Realmente vai apresentar problemas em fotos com movimento, cenas muito claras ou muito escuras (pode resultar em cores sem vida) ou quando o que você quer é uma fotografia de alto contraste, porque o HDR vai deixar o contraste menos intenso.
A técnica de HDR é produzida fazendo três fotos com exposições diferentes: uma lendo a parte mais clara, outra a parte média e a última, lendo a parte escura. No computador, jogaríamos as fotos em um programa de edição e faríamos a junção das três, para buscar um resultado mais realista, mais próximo com o que enxergamos. No celular, o processador vai trabalhar um pouco mais do que o normal, pois ele vai fazer a leitura das diferentes iluminações e montar uma fotografia já com o resultado final. Demora um pouquinho mais do que em outra foto (em alguns aparelhos isso é quase imperceptível) e consome um pouquinho mais de bateria, mas é mais um recurso que deve ser experimentado e que vai do gosto pessoal do usuário.
Ontem publiquei a primeira parte da entrevista, na qual falei da minha experiência com fotografia e smartphones. Hoje, falo sobre os principais desafios da foneografia.
4- Quais são os maiores problemas enfrentados por quem tenta fotografar com smartphone? Quais costumam ser as deficiências das câmeras deles que não costumam existir em "câmeras normais"?
Em comparação com as compactas mais comuns, o smartphone não deixa muito a desejar, principalmente aqueles que possuem lentes mais poderosas. Um recurso que faz falta na maioria dos celulares é o controle manual de exposição, foco, ISO, zoom... Há empresas que já estão investindo nisso. A qualidade também varia muito de um aparelho para o outro, porque além de ter que investir em um bom sistema, é necessário ter boas lentes. Nem todo smartphone tem isso.
5- Como contornar estes problemas?
Bom, uma opção é estar disposto a pagar mais caro por celulares com câmeras mais completas e melhores. Já existem marcas que fazem aparelhos com câmeras totalmente manuais. Outra é aceitar as limitações e tentar trabalhar com elas. Já sabemos que o smartphone não é a melhor opção para fotografar em ambientes com pouca luz, então é interessante buscar uma iluminação legal, seja ela natural ou artificial. O flash da maior parte dos celulares é bem ruim (felizmente o do Moto G é legal), então pode ser interessante investir em um flash externo específico para "foneografia". O zoom costuma ser pobre, então investi em kits de lentes específicas para smartphones, não posso dizer que sejam boas porque não chegaram, mas com certeza é uma opção, principalmente porque não são caras e algumas possuem efeitos divertidos como olho de peixe, vinhetas desenhadas e hexa-image.
6- Você usa apps de fotografia e edição de fotos? Quais?
Os apps nativos de fotografia possuem muitas opções de edição, então não tenho tantos no celular, só aqueles para o Instagram (rs!). Mas no tablet tenho o Photoshop Express, que acho muito legal. Eu o indicaria para uso em smartphones. A Adobe tem ainda o Photoshop Touch, específico para tablets.
7- O que faz a diferença na qualidade da imagem produzida por uma câmera? (É mesmo a quantidade de megapixels ou isso é só uma ilusão?)
A quantidade de megapixels só faz diferença real na hora de imprimir ou ampliar uma foto. A câmera pode ter 50 megapixels, mas uma lente ruim vai fazer com que isso não sirva de muita coisa. É importante observar se uma lente é clara, ou seja, é capaz de captar luz mesmo quando ela não está muito forte, se não causa distorções de aparência ou de cor, se dá uma boa leitura da luz ambiente ou se não tem capacidade para isso. Então é necessário ter uma quantidade mínima de megapixels, sim, mas a lente também precisa ser boa e a capacidade de processamento do celular precisa ser rápida.
No post anterior falei sobre fazer duas (ou mais) fotos se você gostaria de garantir o detalhe e a cena inteira. Foi justamente o que fiz neste caso. As fotos são doaniversário de 80 anos de Dona Lourdes e, para a família, o momento em que Dona Zilma, uma das filhas, coloca as velas no bolo é importante.
É um momento especial da festa e da história da família. E há dois modos de ser mostrado. O primeiro deles é a cena inteira. Dona Zilma, o bolo, as flores no fundo, a compenetração e dedicação da filha amorosa. O segundo é o detalhe da mão e da vela, mostrando o capricho na decoração do bolo, que foi escolhido com todo o cuidado e também fala muito da relação de amor. Conta também um pouco da história dessa filha pelas suas mãos e nos deixa imaginando a história da mãe aniversariante.
A cena inteira.
O detalhe.
São dois jeitos distintos de contar uma história. O interessante a respeito de encher o quadro com um detalhe é que ele desperta novas emoções e aguça a curiosidade. Acaba sendo uma imagem em que pensamos mais, na qual imaginamos mais e agregamos novos valores com base na interpretação.
As fotos usadas para ilustrar este texto não são minhas . Nem novas. Na verdade, possuem mais de um ano e espero que a moça que as tirou não...
As fotos usadas para ilustrar este texto não são minhas. Nem novas. Na verdade, possuem mais de um ano e espero que a moça que as tirou não se importe.
Estava olhando algumas fotos antigas e achei imagens do aniversário de uma amiga. Outra amiga da aniversariante, com um uma DSLR e uma lente enorme, registrou a presença dos convidados. Todo mundo ficou agitado, afinal o tamanho do equipamento realmente é algo que intimida.
Às vezes deve intimidar até quem está por trás da lente. Afinal, não é fácil mexer com todos aqueles botões e possibilidades. Mas mesmo antes do acesso às câmeras mais potentes ser tão fácil e até mesmo das menores câmeras permitirem tantos ajustes, sempre acabamos com aquela foto nas mãos que tem nossos amigos bem pequenos e aquele fundo enorme, que não nos interessa, ocupando a maior parte da imagem.
Este é o primeiro motivo pelo qual eu deixo essa dica: as pessoas nas fotos são mais importantes que o fundo. Se tiver dúvidas, tire duas fotos: uma com a pessoa em evidência e outra que mostre o cenário. Se o cenário for lindo ou você estiver viajando, faça três e aproveite para incluir uma só do cenário.
Ao olhar fotos antigas, buscando lembranças de momentos legais com quem amamos, as fotos com pessoas em evidência chamam mais atenção e despertam mais emoções. Aproveite o zoom das lentes ou se aproxime com o "zoom dos pés" e dê um close naqueles rostos sorridentes, que vão fazer muito mais sentido no futuro.
Abaixo, algumas fotos da festa antes e depois de um corte, evidenciando mais as pessoas. Nenhuma das imagens passou por qualquer outro tipo de tratamento.
Antes do corte: carros, tenda cadeiras... muita coisa para distrair dos convidados e da aniversariante.
Depois do corte: o enfoque é em quem estava na festa, não nos elementos perdidos do ambiente.
Antes do corte: muito teto e pouca informação a respeito dos convidados.
Depois do corte: agora a atenção está mais centrada no casal de convidados e na aniversariante.
Oi, eu sou Fernanda, a fotógrafa responsável pelo Por Um Clique. Aqui você encontrará alguns dos meus trabalhos, dicas de fotografia e alguns tutoriais. Sinta-se a vontade para conversar comigo através do e-mail fotografia@fernandaeggers.com
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